domingo, 26 de junho de 2016

Fenômeno natural cria efeito lisérgico nas ondas de Santos


A natureza por vezes tem dessas coisas. Na noite de ontem (26), vários santistas avistaram um momento de rara beleza entre o canal 5 e 4. O encantador mar brilhante, resultado de uma reação química chamada bioluminescência.

O fenômeno acontece a partir de fitoplânctons bioluminescentes, criaturas marinhas microscópicas que geram luz como mecanismo de sobrevivência. A luz azul cobre as ondas que ficam mais próximas da areia, gerando esse resultado surreal.

O efeito neon azul é totalmente natural, veja o vídeo cedido pelo leitor Flipper Lemos.

 

Cultura e Resistência Indígena Guarani


Quem esteve na ultima quarta-feira, (24) na Unifesp - Silva Jardim teve a oportunidade de presenciar um momento muito diferente da rotina acadêmica.

Aconteciam ali as atividades “Cultura e Resistência Indígena Guarani”, organizado pelo PET de Educação Popular; um momento de celebração mas também de resistência - Com exposição de fotografias e vídeos do fotógrafo Ailton Martins que mostram um pouco da rotina da Aldeia Tekoá Paranapuã (São Vicente). que apresentou seu artesanato típico, suas músicas e danças. 

O simples fato de encontrar crianças brincando dentro da universidade já algo incomum, quanto mais crianças indígenas, aí o estranhamento é ainda maior.” Disse a professora Raiane Assumpção


Quando estudamos algo sobre os índios durante as aulas de história nos tempos de escola, porém ouvir o que eles tem a nos dizer é muito mais profundo - afinal, é necessário lembrar que eles são os primeiros habitantes e a "descoberta do Brasil" foi na verdade uma invasão. O relato do dia a dia da comunidade indígena nos faz refletir sobre isso de forma profunda quando são os próprios índios que contam sua história. 

A verdade é que temos muita dificuldade em olhar para o mundo sem sermos afetados pela inclinação narcisista de nossa cultura que tende a entender o pensamento do “outro” como uma visão visão precária ou um mero esboço do pensamento ocidental.

A Aldeia Tekoá Paranapuã, por exemplo, está sofrendo uma ação na justiça - autoridades determinaram no fim do ano passado uma reintegração de posse na área da aldeia alegando dentre outras coisas estarem eles morando dentro de um parque ambiental, entretanto, há que se manter em vista que os povos indígenas estavam aqui muito antes da existência de um parque e, certamente, se algo causa prejuízo ambiental, não é a existência da aldeia, pois as comunidades indígenas mantém uma grande comunhão com a natureza, pois tem consciência de que são dependentes dela para sobreviver e seguir suas tradições. 


Outro destaque no evento foi a participação da professora de etnologia indígena Iris Morais de Araújo, que traçou o atual e preocupante panorama da situação dos povos indígenas pelo Brasil, salientando dentre outras coisas que, segundo a Constituição de 1988 as terras das comunidades já deveriam ter sido demarcadas - E que isso ainda está longe de acontecer, tendo em vista o baixíssimo número de estudos e demarcações realizados nos últimos anos. A antropóloga também salientou que projetos de lei como o que permitiria mineração nas terras indígenas e o que pretende privatizar os parques e reservas ecológicos são uma ameça não só aos índios como ao meio ambiente em geral.

Desde então, os Guarani têm lutado para ver os limites reais de sua ocupação tradicional reconhecidos. Apesar de viverem muito próximos à maior mancha urbana do continente, os Guarani de São Vicente praticam seus rituais tradicionais e mantêm viva sua língua. Eles lutam para ter seus direitos territoriais reconhecidos e para que seu idioma e suas expressões culturais sejam celebrados como parte constitutiva e significativa da diversidade cultural brasileira.


terça-feira, 14 de junho de 2016

Índios da aldeia Paranapuã participarão de atividade na Unifesp


Evento acontece no dia 22 e terá apresentação de canções e danças tradicionais, além de uma exposição e roda de conversa com lideranças guarani

Foto: Ailton Martins

Os guarani que vivem na aldeia Paranapuã no município de São Vicente estarão no Unifesp, no dia 22 de junho, a partir das 16h, participando de atividades de fortalecimento cultural e politico junto ao PET de Educação Popular.

Haverá exposição de fotos e vídeos, que revelam um pouco do dia-a-dia da aldeia Paranapuã (São Vicente), assim como as rezas, a alimentação tradicional, rituais e à luta pela terra. Elementos que estão interligados dentro do modo de ser guarani. Atividade contará também feira de artesanatos indígenas, apresentações de canções e danças tradicionais (grupo Mborai Mirim) e uma roda de conversa sobre a cultura e resistência do povo guarani.

Programação:
16:30 - Feira de artesanatos indígenas e exibição de videos
17:00 - Apresentação do grupo Mborai Mirim
18:00 - Roda de conversa sobre a cultura e resistência indígena com lideranças da aldeia Paranapuã e professora Íorris Mais Araujo.
Local: Saguão Principal - UNIFESP. Rua Silva Jardim, 136
Sobre a causa dos povos indígenas na Baixada Santista

Poucas pessoas sabem mas temos diversas aldeias indígenas na Baixada Santista. O povo que aqui habitava, foi expulso e assassinado pelos invasores europeus, mas nunca deixou de lutar e resistir. A luta de resistência deste povo já tem mais de 500 anos.



A invasão portuguesa começou pela hoje chamada Baixada Santista. E é muito importante e carregado de simbologia, termos uma aldeia Indígena na cidade de São Vicente, e diversas em várias cidades da região. O povo Guarani reocupa suas terras e enfrenta a opressão da especulação imobiliária e as tentativas de doutrinação e dominação cultural, praticadas por igrejas e “partidos da ordem”.

Mais um ataque foi levado a cabo pelo governo de Geraldo Alckimin, aprovando na Assembleia Legislativa de SP, por 63 votos a favor e 17 contra, no dia (7/6), a Emenda aglutinadora ao PL 249/2013, que autoriza a abertura de processos licitatários, para conceder ao setor privado a gestão e utilização de parques estaduais.Isto afetará diversas comunidades indígenas.

Votaram a favor deste ataque ao meio ambiente e povos originários, todos os deputados da Baixada Santista: Cássio Navarro (PMDB), Paulo Correa Junior (PEN) e Caio França (PSB).

Os povos originários demonstram em sua resistência que a opressão e violência não vencerão. Por isso é com grande satisfação que este jornal divulga e apoia a atividade do povo guarani na Unifesp. A causa dos povos indígenas é a causa de tod@s nós!

sábado, 11 de junho de 2016

Uma visão crítica sobre a nossa realidade


Nasce um novo “Jornal Santista”. Ele será um meio diferente de informar e debater a realidade da Baixada Santista e as questões nacionais e internacionais que afetam as nossas vidas. Inicialmente usaremos a pagina do Facebook exclusivamente, como nossa plataforma de comunicação,mas, em breve lançaremos nosso site para facilitar e ampliar o alcance do jornal.

O novo Jornal Santista será um veiculo com opinião e objetividade. Teremos como principal objetivo nos diferenciar das grandes mídias impressas, de internet, televisivas e das rádios que informam e opinam, via de regra, tendendo a favorecer a visão dos ricos e poderosos da região.

Assim, o “Jornal Santista” terá como elemento fundamental analisar a realidade sob a ótica dos trabalhadores e trabalhadoras, que constroem de fato nossa cidade e toda riqueza da região e do mundo.



O novo Jornal Santista também fará denúncias dos problemas que afligem nossas vidas, discutindo de forma profunda sua origem, os responsáveis e meios de solucionarmos as situações. Divulgaremos também fotos e vídeos de relevância pública, enviados por nossos seguidores.

O nome Jornal Santista se tornou conhecido no passado pelo humor, e pretendemos manter espaço para a ironia de crítica social, como também divulgar e promover debates sobre política, cultura e esporte. Possuímos igualmente como compromisso a tarefa de combater as visões racistas, machistas, homofóbicas e higienistas, que ainda persistem no humor, cenário cultural e esportivo.

Nossa equipe se dedicará ao máximo para construir este importante e necessário instrumento de comunicação e esperamos contar com sua participação.

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