terça-feira, 15 de novembro de 2016

A velha política Santista: Uma Câmara Municipal com uma cultura politica de balcão de negócios e sem uma verdadeira oposição


Acordão envolve PT, PSDB, PMDB entre outros partidos

A depender da politica parlamentar, Santos seguirá na direção do fisiologismo e clientelismo. Mesmo antes do início da nova legislatura já foi feito uma "acordão" para eleger o novo presidente da casa e distribuir cargos entre as bancadas. Isso em uma negociata que envolve de PT a PSDB, todos juntos "em clima de descontração", conforme noticiou o jornal Diário do Litoral do dia 11 de novembro.

Foto- Diário do Litoral- Bruno Gutierrez

Já era mais do que evidente de que o PT não faria oposição programática ao governo do PSDB, tendo em vista o fato do PT fazer parte hoje da vala comum da politica nacional. Também é fato de que este partido não poderia representar uma esperança de renovação politica, mas ele e seu aliado Pc do b, conseguiram iludir um setor do eleitorado Santista e elegeram Telma de Souza e Chico.

A lógica destes dois partidos, (PT e Pc do b) é a mesma que de legendas como PMDB, PSDB e etc. Eles se aliam com quem quer que seja para obter vantagens nos espaços de poder. Formam na prática um grande clube de partidos e políticos que manipulam os sentimentos da suas bases, enquanto as cúpulas estão sempre fechando acordos e negócios- à exemplo deste acordão realizado na Câmara Municipal de Santos, para eleger Adilson Junior (atual PTB, ex PT) como presidente.

Uma bancada de oposição, séria e programática, que de fato representasse a renovação, lançaria candidatura própria e debateria com o povo, o papel que deve cumprir o legislativo santista. Mas veja só o que eles fazem, fecham acordão antes mesmo de tomar posse, confraternizando com aqueles que simulam ser antagonistas.

Uma organização que de fato construísse uma verdadeira oposição, recusaria quaisquer cargos, principalmente oriundos de acordões, que atentam contra os objetivos e vontade de seu eleitorado.

Santos precisa de uma transformação radical em sua política municipal. Para isso será fundamental que os movimentos extraparlamentares se consolidem como uma força política de oposição real na cidade, organizando as lutas e defendendo nossos direitos, enfrentando e denunciando a prefeitura e a câmara.

Também é preciso que o eleitorado, que ainda possui ilusões nos partidos que já não representam mais a mudança, as abandone, elegendo futuramente uma representação que de fato defenda nossos direitos no legislativo santista.