sexta-feira, 30 de dezembro de 2016

10 mil curtidas e subindo!



Agradecemos as mais de 10.000 curtidas que já recebemos em nossa página no Facebook, além das mensagens de apoio ao nosso projeto, sugestões de pauta e comentários sobre nossas publicações.

Já são mais de 10.000 pessoas curtindo nossa pagina e outras dezenas de milhares acessando nosso site, que é fruto do trabalho voluntário e dedicado de diversos colaboradorxs.

O Jornal Santista, que foi lançado sob nova perspectiva no dia 11 de maio deste ano, já é um sucesso, destacando-se com uma mídia de pensamento crítico para a Baixada Santista e todo o Brasil.

Desejamos um feliz 2017, ano em que traremos muitas novidades, melhorando ainda mais a qualidade e abrangência do Jornal Santista.

sábado, 24 de dezembro de 2016

Os prédios tortos de Santos

Em destaque o edifício "Excelsior", onde funcionava até 2017, um dos bares mais conhecidos de Santos: o bar do "Torto"

Uma história marcada pela especulação imobiliária

Nesta época do ano, se intensifica o fluxo de turistas para Santos e Baixada Santista como um todo. Muitas pessoas vem em busca de lazer e descanso, lotando as praias e cidades da região, em Santos muitas atrações entretêm turistas e moradores, mas para aqueles que observam a orla com mais atenção se destacam os prédios tortos.

Prédios que foram construídos, sobretudo entre as décadas 1950 e 1960 passaram “entortar” na orla da cidade já nos anos de 1970. O motivo do afundamento destes prédios, é consequência de construções feitas com fundações rasas, em muitos casos de apenas 10 metros, em áreas de manguezais, terreno argiloso, onde as partes mais sólidas se encontram somente a mais de 50 metros de profundidade

Este problema afeta mais de 90 prédios na orla santista, mais concentrados entre os canais 3 e 6, sendo que 65 estão fora do padrão ABNT, apresentando inclinações desde 0,5 m a 1,8 metro. Segundo dados da prefeitura, atualmente os “tortos” concentram mais de 2.700 apartamentos, onde moram aproximadamente 17.000 pessoas, quase 3% da população de Santos, dados da prefeitura, também indicam que alguns edifícios, que foram erguidos na década de 1990, já possuem mais de 1 metro inclinação.

Prédios tortos se destacam na orla
O que a primeira vista se apresenta com uma versão brasileira de “Torre de Pisa”,com um olhar mais cuidadoso, se revela como uma história onde a pressão por lucros e a mercantilização extrema da cidade, tem marcado esta cidade há muitos anos.


Com a consolidação de Santos como cidade turística e de veraneio no incio da década de 1950, uma intensa especulação imobiliária tomou a cidade, e levou a construção de obras apressadas, que buscavam reduzir custos de qualquer forma e que negligenciaram estudos técnicos sobre o solo santista.

Santos ainda é refém da especulação imobiliária, impulsionada no último ciclo pelo pré-sal. Os problemas dos prédios tortos persistem, as soluções de técnicas para nivelar os edifícios são extremamente caras e foram realizadas até o momento em pouquíssimas construções, apesar de laudos atestarem que no momento não há riscos de algum prédio cair o problema ainda segue sem solução e se aprofundando.

Os moradores foram obrigados a conviver com a situação, tendo grande prejuízo em sua qualidade de vida. Não podemos ignorar que se trata de um problema social, uma situação preocupante que demanda atuação do poder público, pois trata-se da segurança e da vida.


As cidades devem se libertar da ditadura da especulação imobiliária geradora de muitos problemas e que segue criando absurdos em diversas localidades por todo o Brasil. As cidades precisam ser repensadas como um direito e não como espaço de geração de lucros a qualquer preço.  

quarta-feira, 7 de dezembro de 2016

Saiba qual o aumento de IPTU em 8 cidades da Baixada Santista para 2017


O  Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU) para 2017 já foi reajustado em oito das nove cidades da região. Em todas as cidades o imposto sofreu aumento que varia entre 7% (em Santos) e 9,15 (São Vicente).

Guarujá, uma das cidades que mais arrecada IPTU da região ainda não anunciou reajuste

Acompanhe o reajuste nas nove cidades da baixada: 

Bertioga – reajuste de 7,86%
Desconto à vista de 3%

Cubatão – 8,5%
Desconto à vista de 5%

Guarujá – reajuste indefinido
Desconto à vista: indefinido

Itanhaém – reajuste de 8,22%
Desconto à vista de 5%

Mongaguá – reajuste de 8,97%
Desconto à vista de 5%

Peruíbe – reajuste de 8,98%
Desconto à vista de 3%

Praia Grande – reajuste de 8,97%
Desconto à vista de 5%

Santos – reajuste de 7%
Desconto à vista de 4%

São Vicente – 9,15%

terça-feira, 6 de dezembro de 2016

Ocupação da UNIFESP Santos recebe atividade em valorização dos saberes indígenas


Nesta quinta-feira (08/12) a Ocupação da Unifesp - Santos sediará o último encontro do curso: Conhecendo a Cultura Guarani. Neste encontro a indígena Para Poty (Irundina), raizeira e parteira da aldeia, compartilha seus saberes sobre as plantas medicinais e a relação com a natureza.

A atividade contará com a presença de convidada especial: Mariliz Mazzoni que é formada em Serviço Social, atua como doula (pessoa que auxilia a mulher no momento do parto) desde 2013 e em sua formação desenvolveu a pesquisa "O direito de parir em paz" que dialoga sobre a autonomia da mulher no momento do parto.


As verdades e as mentiras sobre a Previdência Social



Você sabia que mentem quando dizem que a Previdência dá prejuízo?


Sim, muitas mentiras são criadas e disseminadas pela grande mídia e os governos, tudo isso para justificar o desmonte e destruição de nosso sistema previdenciário.

Para combater a campanha midiática de desinformação, a Associação Nacional dos Auditores Fiscais da Receita Federal (Anfip), produziu este vídeo, que é um alerta para a sociedade a respeito dos falsos argumentos levantados pelo governo e sustentados pela imprensa em geral.

Se você quer saber a verdade sobre a Previdência Social, não deixe de assistir.

Compartilhe a verdade dos fatos, divulgue este vídeo

acesse a page da ANFIP em: https://www.facebook.com/anfip.nacional/

segunda-feira, 5 de dezembro de 2016

Natal Solidário: Em apoio ao povo Guarani da Baixada Santista


PARTICIPE DESTA IMPORTANTE CAMPANHA 

Poucas pessoas sabem, mas existem na Baixada Santista diversas aldeias do povo Guarani, que seguem em sua luta de resistência há mais de 500 anos. O povo indígena da região enfrenta uma série de dificuldades que vão desde a pressão da especulação imobiliária e  diversos  problemas em questões fundamentais como acesso aos serviços de saúde e estrutura das aldeias.

A presente campanha em apoio ao povo Guarani , também é um meio dos moradores da baixada conhecerem as aldeias e a riquíssima cultura Guarani, para isso serão organizadas entregas coletivas das doações.

O período de coleta de doações vai de 01 a 19 de dezembro e pode ser feito em Santos na Subsede do Sintrajud (  Rua Adolpho Assis, 86 – Vila Belmiro – Santos - 10 às 12h / 14 às 18h ) e  na sede do sindicato em São Paulo (Rua Antonio de Godoy, 88 – 16º andar Centro – São Paulo).

Para mais informações mande mensagem de wathsapp para : 011/994897594 Adilson Rodrigues.

*demais informações constam no cartaz

sábado, 3 de dezembro de 2016

Estudantes da UNIFESP organizam intervenção artística durante ocupação


*Por Movimento da Unifesp SJ/BS



‘Muro Branco, Povo Mudo’ é um projeto de intervenção artística que nasce na ocupação da Unifesp – Baixada Santista, da unidade Silva Jardim do Instituto Saúde e Sociedade. O evento acontecerá no dia 4 de dezembro (domingo), das 10h às 23h e contará com vários artistas convidados e alguns estudantes na composição de um mutirão de graffiti na fachada da Rua Campos Melo – atualmente único acesso ao prédio.


Dia 03 de dezembro faz um mês que nós estamos aqui na ocupação da UNIFESP Baixada Santista, junto com um movimento nacional de ocupações contra a PEC 55, antiga 241, que representa um 
processo de desmonte nos serviços públicos, como de saúde e educação nos próximos 20 anos.

A PEC foi o gatilho dessa ocupação, mas no dia-a-dia, foi impulsionado o diálogo constante principalmente entre os estudantes e com a comunidade, técnicos, docentes, direção e reitoria, sindicatos e movimentos sociais. Nasceram novos espaços e reflexões, inéditas pra muitos de nós, uma nova compreensão da universidade pública e da educação pública como um todo.

O graffiti pode reverberar diversas discussões. Temas como a tipografia urbana, a ética na práxis artística, a interferência da arquitetura nas relações humanas, a deriva pelo espaço público, as intervenções em patrimônio público e as ocupações artísticas são alguns dos desdobramentos possíveis, dentre tantos outros.

Os muros que antes funcionavam como barreira, agora esperamos que sejam convertidos simbolicamente em um convite à participação da comunidade e um registro das reflexões que nasceram no movimento de ocupação.

Contamos com a sua colaboração para realizar esse evento e transformar a nossa universidade em um espaço permeável de participação e convivência da comunidade!


Link do evento Muro Branco, povo mudo

sexta-feira, 2 de dezembro de 2016

Deputado Raul Marcelo (PSOL) questiona governo estadual sobre o fechamento de oficinas culturais


Após reforma de R$ 10,6 mi,Cadeia Velha  poderá fechar as portas no final de dezembro


O destino da Cadeia Velha de Santos é incerto, logo após uma reforma que se iniciou em 2014 e custou mais de 10,6 milhões, ela foi reinaugurada no dia 01 de agosto deste ano, como um centro cultura, mas devido ao fechamento das oficinas culturais por parte do governo estadual, não se sabe como ficará em 2017, tendo grande risco do prédio ficar ocioso.

O fechamento de oficinas não afeta apenas Santos, mas o interior também, neste contexto, o deputado estadual Raul Marcelo (PSOL) protocolou, nessa semana, na Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo (Alesp), um requerimento questionando o governo estadual sobre os motivos do fechamento, a partir de 1º de janeiro de 2017, de oficinas culturais.

Para Raul Marcelo, as oficinas culturais têm o papel estratégico de ser um espaço de formação cultural. “O fechamento dessas unidades terá um prejuízo irreparável em termos de pleno acesso à cultura, uma vez que a instituição é um efervescente polo de formação cultural, sendo um espaço que testemunhou grande parte da vivência cultural”, afirma o deputado estadual pelo PSOL.

Além do fechamento das oficinas culturais no interior paulista, Raul Marcelo também teve o conhecimento que o contrato do governo estadual com o Poiesis (Instituto de Apoio à Cultura, à Língua e à Literatura), organização social responsável pela gestão das oficinas no Estado de São Paulo, havia sido rescindido. As unidades localizadas no interior paulista ficam nos municípios de Iguape, Limeira, Marília, Presidente Prudente, Ribeirão Preto, Santos, São Carlos, São José do Rio Preto, São José dos Campos e Sorocaba.

Raul Marcelo fez os seguintes questionamentos ao secretário de Estado da Cultura, José Roberto Sadek: “Quais são os motivos para o fechamento das oficinas culturais situadas no interior paulista?”; “A decisão de desativar as oficinas culturais foi precedida por audiências públicas e/ou consultas aos setores da sociedade civil que tradicionalmente atuam na área cultural? Se a resposta for positiva, favor indicar detalhadamente os instrumentos de participação popular que foram utilizados para lastrear essa decisão, informando inclusive as datas e locais desses eventos”; “Quantas unidades serão desativadas e onde cada uma está localizada?”; e Por que foi rescindido o contrato administrativo com o Poiesis?

quinta-feira, 1 de dezembro de 2016

Sobre a necessidade de uma cobertura jornalística latino-americana



por Valério Paiva*


Acompanhado a cobertura sobre o acidente com o voo da delegação da Chapecoense, podemos debater muito sobre o que foi sensacionalismo, o que foi interesse jornalístico, o que foi caça cliques, o que foi digno, etc. E é necessário debater os limites e para onde vai e para onde deve ir o jornalismo.

Mas uma coisa chamou muito a atenção na cobertura da Fox Sports e da ESPN Brasil foi o uso constante da estrutura e dos repórteres locais da Fox Sports colombiana e da ESPN Sur da Colômbia, com jornalistas entrando ao vivo reportando as notícias em espanhol e conversando com âncoras brasileiros que falavam português. E mesmo quem não tem conhecimento do idioma espanhol conseguiria compreender as informações que estavam sendo divulgadas.

Tudo bem que as duas emissoras, de capital estadunidense pertencentes ao Murdoch e a Disney, tinham a facilidade de já terem sucursais nos dois países envolvidos nesse caso. Isso facilita um intercâmbio dessa forma, e em outras coberturas de competições esportivas não foi a primeira vez que as duas empresas realizaram essa troca de profissionais. Mas era sempre muito eventualmente que isso acontecia.

Fica no ar que é possível e mais do que necessário, em especial para o Brasil, ampliar a cobertura jornalística que envolva todo o continente. O idioma pode ser uma aparente barreira, mas não intransponível. Muitas vezes no jornalismo brasileiro (ou quase sempre) a cobertura da Europa e dos EUA é mais constante do que as notícias do resto de nosso continente.

Poucos veículo brasileiros possuem correspondentes na região, e muitas vezes as coberturas de eventos importantes são feitas por eventuais enviados especiais, agências européias, ou coisas mais esquizofrênicas como a Globo que costuma cobrir a Venezuela e a partir de um jornalista argentino hospedado em Buenos Aires (!!!), quando não usa os inúmeros repórteres que moram nos Estados Unidos (!!!).

Algumas iniciativas localizadas que já existem possuem limites. O El País tem um projeto editorial interessante no Brasil, mas sua visão de mundo é centrada num conservadorismo liberal de Madrid. A Telesur foi a quem melhor aproximou do que poderia ser o ideal, como emissora pública panacional de notícias. Mas a Telesur tem como limites a relação umbilical com o PSUV de um lado, e de outro uma falta de interesse do então Governo Lula de fazer parcerias entre o canal venezuelano e a então jovem EBC. Além de não incentivar entrada da Telesur no line-up das distribuidoras pagas brasileiras, pois só está presente na limitada operação da Vivo TV. Mas nada surpreendente vindo de governos que sequer ajudaram a expansão do sinal da TV Brasil na aberta e nem colocaram na legislação a garantia de distribuição do canal público brasileiro em HD nas tvs pagas.

Enfim, não apresentou nenhuma proposta nem solução para nada, e sei que a cobertura jornalística da América Latina continuará a ser problemática na imprensa brasileira. E muitas vezes nos demais países é exatamente o oposto, pois já acompanhei a cobertura das eleições brasileiras por empresas argentinas e venezuelanas, e foi nítida a diferença.

Mas fica a reflexão que é necessário e possível realizar uma cobertura jornalística que integre todos os países do continente com o Brasil com profissionais de múltiplos países. Nem que para isso tenha que ter sido demonstrado pelo esforço de profissionais (e não dos donos) de duas emissoras esportivas de sinal fechado cujo alcance está longe da grande maioria da população. Esforço esse potencializado pelo desafio de cobrir um momento doloroso onde os jornalistas infelizmente viraram notícia.


*Valério Paiva é repórter do Jornal da Unicamp. Colaborou com publicações como Caros Amigos, Revista Adusp, PUCViva, Valor Econômico, dentre outras, além de ter trabalhado com assessoria de imprensa e colaborado com a comunicação de movimentos sociais. É diretor do Sindicato dos Trabalhadores da Unicamp e membro dos coletivos de jornalistas Sindicato é Pra Lutar e LutaFENAJ.