quinta-feira, 5 de janeiro de 2017

Incêndio em unidade da Vale Fertilizantes libera fumaça tóxica em Cubatão

Explosão ocorreu por volta das 15 horas em unidade localizada nas margens da Rodovia Cônego Domênico Rangoni 

Na tarde desta quinta-feira, 5, se iniciou um grande incêndio após explosão na área de armazenamento da indústria Vale Fertilizantes. A explosão pôde ser sentida a vários quilômetros de distância e o Polo industrial foi evacuado.

Ás 16 horas a empresa divulgou informação de que a substancia que se incendiou é o Nitrato de Amônio (NH4NO3), gerando uma  forte fumaça tóxica e amarelada, que  ainda pode ser vista de várias cidades da região. A fumaça representa risco para a saúde humana e produz danos ao meio ambiente, fauna e flora. É importante ressaltar que o local do incêndio, além da proximidade com áreas urbanas, é próximo de uma unidade de preservação ambiental da Serra do Mar.

De acordo com informações da Cetesb, a fumaça contendo o Nitrato de Amônio está se deslocando para a região do Vale de Mogi, em sentido oposto a área habitada, mas em direção a região de preservação ambiental. Mas é fundamental que moradores da região acompanhem a atualização das orientações dos órgãos competentes.

Incêndio em industria de Cubatão é o terceiro na região em pouco mais de um ano 


Em abril de 2015 ocorreu a explosão em tanques da Ultracargo em Santos, gerando um  incêndio que demorou 09 dias para ser controlado em tanques com produtos químicos, gerando incalculável dano ambiental.

Já em 14 de janeiro de 2016 ocorreu um explosão em terminal da empresa Localfrio no Guarujá, produzindo uma nuvem tóxica, adoecendo diversas pessoas com registros de 170 casos de atendimento médicos em quatro cidades da região e incalculável dano ambiental.

A Cetesb multou a Localfrio em R$ 10 milhões de reais pelo vazamento de gás no Guarujá e a Ultracargo em R$ 22,5 milhões por danos ambientais e outras implicações do incêndio em Santos.
Multas por si só não resolvem problemas e novos casos podem surgir


Com o incêndio em Cubatão, vemos novamente um caso semelhante ocorrendo na Baixada Santista. O controle social do processo de fiscalização é necessário, pois o lucro não pode estar acima das vidas e do meio ambiente.