sexta-feira, 31 de março de 2017

Professores realizam ato na diretoria de ensino de Santos


Professores e professoras em greve, contra a reforma da previdência e em defesa da educação pública, realizaram ato em frente a diretoria de ensino de Santos nesta quinta-feira 30/03.

quinta-feira, 23 de março de 2017

Mais de 350 moradores da ocupação Achieta podem ser despejados amanhã



As 72 famílias que vivem na Ocupação Anchieta, localizada logo atrás do Hospital da Beneficência Portuguesa na rua São Paulo estão sob ameaça de despejo nessa sexta-feira (24). Uma reintegração que deve acontecer inclusive com uso de força da Policia Militar. 

As mais de 350 pessoas receberam apenas um mandado de intimação para desocupação no dia 10 de março que foi entregue por um oficial de justiça.  Com o prazo de apenas 15 dias para deixar o local os moradores se encontram desesperados porque não puderam se organizar e não sabem para onde vão.

Muitas pessoas vivem no prédio mesmo sob condições precárias justamente porque não possuem recursos para sobreviver em outras condições, maioria dos moradores estão desempregados, vivem do trabalho informal e de subempregos.

No passado o prédio foi a chamada "Casa de Saúde Anchieta" um manicômio privado que tornou-se conhecido pela aplicação de métodos desumanos no tratamento dos pacientes. O local sofreu uma intervenção em 1989, um marco na luta anti-manicomial na cidade de Santos. Posteriormente o imóvel foi abandonado, e visto como uma oportunidade de moradia por diversas famílias que ao poucos passaram a morar no local. 

Abaixo o vídeo em que a moradora Patricia Maria da Silva e Marcos Teixeira denunciam a surpresa que receberam a ordem de reintegração e o abuso que é a ordem de despejo



sábado, 18 de março de 2017

Erosão e desaparecimento das praias em Santos


Santos está perdendo parte de suas praias, ao mesmo tempo que as ressacas estão se tornando mais frequentes e intensas.

Para entender o que está ocorrendo, o Jornal Santista entrevistou o doutor em Geologia e professor da Unifesp, Emiliano Castro, que explica os impactos da atividade portuária, degradação ambiental e urbanização massiva em Santos.

quarta-feira, 15 de março de 2017

Luta contra a retirada de direitos marcou o dia na Baixada Santista


Hoje, 15/03, a Baixada Santista amanheceu em luta contra as reformas trabalhista e da previdência, de autoria do governo Temer (PMDB), mais conhecidas entre os trabalhadores e trabalhadoras como "contra-reformas", pois retiram direitos históricos.

O movimento nacional de luta, teve a adesão de várias categorias por todo o país, desde capitais a pequenas cidades espalhadas pelo interior. Pode-se ver paralisações nos serviços de transporte coletivo, coleta de lixo, bloqueio de rodovias, atos, greves, debates, ocupações etc.
Estação do VLT em São Vicente

Em Santos, os atos tomaram conta de diversos pontos da cidade, que amanheceu com a paralisação do transporte público municipal, intermunicipal e veículo leve sobre trilhos (VLT) que também abrange São Vicente.

Os trabalhadores portuários fizeram uma marcha na manhã, fechando o trânsito na margem direita do Porto de Santos, sofrendo forte repressão do BAEP (Batalhão de Ações Especiais da Polícia Militar), que feriu e deteve manifestantes. Os atos se estenderam também no centro de Santos, servidores públicos estaduais e federais da justiça reforçaram a agenda, assim como petroleiros, bancários, estudantes, professores, entre outras categorias.

Trabalhadores dos correios, unidos na passeata com servidores municipais 
Os servidores públicos municipais, em greve há sete dias, também aderiram a agenda nacional e realizaram uma grande passeata na avenida Ana Costa, que teve participação dos trabalhadores do Correio, estudantes e outras categorias. Os grevistas seguiram organizados o dia todo na praça das Bandeiras.


Os atos se estenderam pelas demais cidades da Baixada, como Mongaguá, Itariri, Pedro de Toledo, Itanhaém, Cubatão entre outros municípios da região e do Vale do Ribeira.

Retirada de direitos dos trabalhadores e trabalhadoras

A contra-reforma da previdência do governo Temer, na prática significará o fim do direito a aposentadoria. Um dos principais retrocessos é a idade mínima de 65 anos, que não bastasse ser um absurdo, ainda equipara as mulheres aos homens, desrespeitando a realidade das trabalhadoras brasileiras, que chegam a ter jornadas triplas de trabalho, recebendo salários, trabalhadoras brancas, em média 30% inferiores ao dos homens para a mesma função, e com as trabalhadoras negras essa desigualdade é ainda mais profunda, chegando a 40%.

A reforma trabalhista, significará a destruição do mundo do trabalho como conhecemos hoje, possibilitando que as empresas tornem o trabalho das chamadas atividades "fim", terceirizadas, e não somente as atividades "meio", como é atualmente. Esta reforma também aprofundará a precarização do trabalho, como um todo, fazendo com que o país tenha uma massa, ainda maior, de trabalhadores em situação precária, beirando a escravidão moderna.

domingo, 12 de março de 2017

Greve geral dos servidores municipais de Santos luta contra reajuste zero




A greve dos servidores municipais de Santos, que teve inicio no dia 09 de março, com ato da categoria na praça Mauá, centro de Santosjá é considerada um dos maiores movimentos paredistas dos servidores na cidade de Santos. Os trabalhadores lutam por respeito, defendendo o reajuste salarial e a reposição das perdas inflacionárias históricas da categoria.


A greve é um instrumento legítimo e legal na luta para garantir direitos, tal como a reposição anual das perdas salariais inflacionárias, que é constitucionalmente garantida, mas segue sendo desrespeitada pela prefeitura de Santos com a conivência da Câmara Municipal, que demonstra estar atrelada aos interesses da atual administração, não existindo uma oposição programática ao atual governo no legislativo santista.
  
Nesta segunda-feira,13/03, esta programada atividade de greve a partir das 08 horas da manhã na Praça das Bandeiras no Gonzaga.

terça-feira, 7 de março de 2017

Movimentos de mulheres organizam manifestação em Santos



O Dia 8 de Março de 2017 promete ficar registrado na história como a data em que mulheres de todo o mundo paralisaram suas atividades e saíram às ruas em protesto contra as políticas de ajuste fiscal diante da crise, em defesa dos direitos sociais e trabalhistas e em favor da vida das mulheres.

Em Santos diversas organizações de mulheres estão organizando um ato no dia 8 de março. O objetivo do protesto é fazer com que fique visível o impacto da falta de igualdade entre homens e mulheres no mercado de trabalho, e que vem sendo aprofundada através dos recentes ataques aos direitos trabalhistas em curso – ao mesmo tempo em que pautas essenciais aos direitos da mulher continuam sendo exigidas.

A manifestação está marcada para essa quarta-feira (08), em frente a Estação Cidadania as 18:30h.
E contará com a exibição de curtas:

17:00 - Acorda Raimundo, acorda!
17:30 - Madalena (com presença da diretora)
18:00 - Teaser Eu, empregada doméstica!

18:30 - Performance e saída da Marcha até a Praça Independência
19:30 - Baque Mulher