domingo, 21 de maio de 2017

Policia reprime a Marcha da Maconha de Santos


Neste domingo mesmo debaixo de chuva um grande grupo de ativistas, militantes foram as ruas de Santos para protestar contra a criminalização da maconha no Brasil.O protesto partiu às 16:20h da tarde deste domingo (21) rumo ao quebra mar. Os ativistas da marcha defendem que a descriminalização terminará com a guerra ao combate às drogas.

Quando o grupo chegou na altura do canal 2 várias viaturas da Policia Militar chegaram e os policiais agiram com truculência contra os manifestantes, chegando até a prender por alguns momentos um advogado que tentava interceder em nome da marcha. No momento em que os policiais agiram parte dos manifestantes correu assustada. Mas logo a marcha se reorganizou e continuou até o quebra-mar.


quinta-feira, 18 de maio de 2017

Ato “Fora Temer” e todos os corruptos, ocorrerá hoje em Santos

ATO FORA TEMER EM SANTOS
Cartaz do ato divulgado nas redes sociais



A exemplo do acontecerá em diversas capitais e cidades em todo o Brasil, Santos terá hoje um ato #FORATEMER, que esta programado para começar as 18:30 na praça da Independência no Gonzaga. 

O ato, que já conta com grande adesão, esta sendo convocado nas redes sociais pelo coletivo Enfrente de Movimento Estudantil, além de diversas outras organizações de juventude.

segue abaixo link do evento no facebook:

terça-feira, 16 de maio de 2017

Não confunda modernidade com retrocesso


por Gilson Amaro*

O discurso privatista e pela retirada de direitos é sempre formulado e propagado a partir do "andar de cima" e se dissemina aqui, no "andar de baixo. Assim faz as pessoas que serão vitimas deste desmonte, reproduzirem o discurso.

Os defensores da reforma contam um história fantasiosa, dizendo propiciará um ambiente no qual empresários e empregados, terão liberdade para negociar o contrato de trabalho, sem a intervenção do Estado malvado, sendo felizes para sempre. E tudo em benefício do desenvolvimento do país. Discurso que não podia ser mais mentiroso, pasmem, é isso que chamam, descaradamente de modernização.

No mundo real, caso a reforma seja aprovada e o "negociado" prevaleça sobre o legislado, as empresas simplesmente vão dizer: Ou é isso, ou vai todo mundo ser demitido, pois tem muita gente querendo emprego! Alguém em sã consciência, acha que existe possibilidade de negociação neste tipo relação? Claro que não.

Nós trabalhadores não temos, na verdade, condições iguais de "negociação" pois é uma relação entre desiguais, patrões e empregados, por isso é que temos que construir organizações coletivas e sindicatos (os sérios e de luta, não os pelegos que vivem apenas de imposto sindical).

A reforma vai beneficiar exclusivamente o "andar de cima", o grande empresariado, aqueles que vivem de isenções fiscais, onerando os cofres públicos, nos assediando moralmente e pagando baixos salários. Esta conversa de que todos ganham é papo furado.

Dizer que a CLT precisa se "modernizar" é mascarar o retrocesso civilizatório que querem impor no país. Querem criar um regime de subemprego e superexploração, com jornada intermitente, 12 horas de trabalho diário, férias parceladas, pausa de 30 minutos. O que isso tem a ver com modernidade?

Precisamos sim de reformas que fortaleçam nossos direitos. Os direitos trabalhistas são as proteções contra o abuso do poder econômico. Mas, o que eles atualmente chamam de reforma é um retrocesso, um desmonte, pois querem tirar as poucas proteções legais que existem para nos proteger contra os abusos e imposições. Se eles vencerem imaginem o resultados...

* Gilson Amaro é colaborador do Jornal Santista

sábado, 13 de maio de 2017

Não confunda luta contra a "reforma" trabalhista com defesa do imposto sindical



por Gilson Amaro

Confundir pra dominar é uma técnica, assim o governo Temer lançou, dentre muitas cortinas de fumaça, a do imposto sindical, para confundir a opinião pública sobre a luta contra a destruição da CLT e retirada de direitos trabalhistas, como se este movimento fosse em defesa do dito imposto. Chegou ao absurdo de dizer que a greve geral tinha este motivo.

Todas entidades sindicais devem ser mantidas unicamente com a contribuição voluntária dos trabalhadores, ocorre que diversas organizações pelegas ( vocês conhecem bem os nomes destes grupos), vivem exclusivamente deste imposto​. O imposto permite a existência de direções sindicais inimigas dos trabalhadores e a manutenção sindicatos não reconhecidos por suas bases, que não as representa de fato. O imposto é um dos elementos da crise do sindicalismo no Brasil.

Ele foi criado em 1939 e teve o objetivo de atrelar as entidades sindicais ao Estado. Entidades independentes e combativas rechaçam o Imposto Sindical e quando a cobrança ocorre, devolvem os valores aos sindicalizados, pois por princípio defendem autonomia e independência em relação ao Estado, bom exemplo desta prática é o Sintrajud.


Portanto não confunda as coisas. Lutar em defesa dos direitos trabalhistas, não significa, e em hipótese alguma, pode significar, defender o imposto sindical.


Gilson Amaro é colabrador do Jornal Santista

quinta-feira, 11 de maio de 2017

A persistência das falsas alternativas


por Gilson Amaro e Valério Paiva*

Já afirmou um grande pensador que todos os fatos e personagens de grande importância na história do mundo ocorrem, por assim dizer, duas vezes, ao que outro ainda maior completou: a primeira vez como tragédia, a segunda como farsa. Ao observar os descaminhos da política nacional e a ilusão realimentada com o lulismo, podemos atestar a validade desta máxima.

Lula navega em uma farsa turbulenta, com tudo para se tornar uma tragédia para os que a comprarem. Montada para usar a impopularidade do governo ilegítimo de Michel Temer do PMDB, e agora o combate a Lava Jato, recolocando justamente quem fortaleceu as oligarquias regionais reacionárias dentro do aparato do Estado Brasileiro ao longo de 13 anos.

Hoje Lula é peça chave de um acordão para salvar diversas cabeças do establishment político nacional e preservar a espinha dorsal do sistema que une supostos inimigos, em negócios nada republicanos, os quais as delações da Odebrecht apenas revelaram apenas um pedaço da ponta do iceberg.

Salta aos olhos que setores populares foram protestar na defesa de Lula dia 10 de maio, ao mesmo tempo em que este chega em Curitiba de jatinho particular, emprestado pelo grande empresário da educação e saúde privada Walfrido Mares Guia, notório defensor da mercantilização da educação e saúde. Como sabemos, quem paga a banda escolhe a música.

Enquanto muitos foram para Curitiba movidos pelo medo da perda de direitos previdenciários e trabalhistas, outros jogam combustível no motor do grande partido da ordem no Brasil, nutrindo ilusões com a ala esquerda da ordem do capital representada pelo petismo e seus aliados. Vale lembrar que a compra de parlamentares para compor a base dos governos petistas, conhecida como Mensalão, diz respeito exatamente sobre o modo de governar do PT. A reforma da previdência levada a ferro, fogo e grana pelo governo Lula em 2003, retirando direitos dos servidores públicos, foi aprovada pelo mesmo toma-lá-dá-cá que vemos hoje no governo ilegítimo de Michel Temer.

Já vivemos uma tragédia de grandes proporções que foi a traição do petismo de 2002, rasgando a promessa de “a esperança venceu o medo”, com o primeiro governo de Lula na pior lógica conciliação de classes, onde a elite brasileira saiu lucrando como nunca, em cima da esperança depositada por milhões de trabalhadores nas urnas. "Banqueiro não tinha porque estar contra o governo, porque os bancos ganharam dinheiro”, dizia Lula em 2006. Agora, na campanha antecipada de 2018, temos uma tentativa de volta do pior nível do velho, com o “medo venceu a esperança”.

O período histórico da hegemonia da esquerda no qual a referência era o campo composto por PT/CUT iniciado no final da década de 70, após o encerramento do ciclo de hegemonia do PCB, acabou no curto período entre a Carta Ao Povo Brasileiro de 2002 e a reforma da previdência de 2003.

O que vimos a partir daí, foi a consolidação de uma burocracia política que defendeu com unhas e dentes todos os ataques dos governos petistas aos setores populares e classe trabalhadora como um todo. Curioso que hoje estes mesmos atores voltam às ruas, que tanto criminalizavam enquanto estavam no poder, para criticar a reforma da previdência que a presidenta Dilma defendeu há poucos anos atrás. E sem nenhuma autocrítica de 2002.

Uma nova etapa está aberta, mas o petismo ainda deve ser superado. Se na década passada o “a esperança venceu o medo” representava um programa da classe trabalhadora, hoje isso é traduzido apenas pela propaganda da volta de Lula para a presidência, só que sem programa. Ou melhor, como representante mor dos setores que querem o retorno de uma espécie de pax romana no Brasil.

A polarização construída em torno da Operação Lava-Jato, comprovadamente seletiva e tendenciosa e no meio de uma verdadeira guerra-fria de interesses obscuros e paroquiais da direita brasileira, é de interesse direto do lulismo, cujo programa está cada vez mais resumido ao messianismo despolitizado.

Um eventual novo governo Lula pode ser eleito junto com a menor bancada do PT desde a década de 90, não que uma bancada ampla do petismo seja algo positivo. O que sobraria para esse eventual novo governo? Mais esquemas com Renan Calheiros e demais golpistas para garantir outra governabilidade?

Nosso projeto é outro. Devemos estar na construção da superação do conservadorismo, dos golpistas e do conjunto de erros e traições do petismo. A superação das falsas alternativas é necessária.

* Valério Paiva é Jornalista e colaborador do Jornal Santista
* Gilson Amaro é colaborador do Jornal Santista e militante do Coletivo Primeiro de Maio

sábado, 6 de maio de 2017

Sobre a reoxigenação do lulopetismo



Este fenômeno interessa apenas para a manutenção de um sistema que agora possui Temer na gerência. O petismo não é de fato contra o governo Temer, mas apenas contra Temer na presidência, fazendo oposição meramente cênica e pragmática. Não é a toa que dirigentes da cúpula do PT vacilaram relutantes em usar a palavra golpe, o próprio Lula sempre sinaliza isso.

Ai reside uma diferença fundamental. É necessário ser contra o governo Temer pelo projeto que ele representa e implementa, por seu sentido histórico, indissociável do lulopetismo, e também de tudo que há de mais retrógrado na história do Brasil. É preciso ser pelo Fora Temer pois este, aprofunda e torna ainda mais brutal o mesmo projeto que já atacava e retirava nossos direitos sob o comando de outros partidos e contra o quais já lutávamos.

Somos contra o governo Temer, não apenas por que o vice de Dilma usurpou a vaga na presidência, mas sim pela necessidade de romper com um projeto que agora mostra sua face mais voraz, buscando destruir direitos sociais, trabalhistas e previdenciários. E não fazemos esta luta por oportunismo eleitoral como muitos agora o fazem, pois são apenas a ala esquerda do "partido da ordem" e do grande capital, latifúndio e etc.

O “Fora Temer” deve expressar a necessidade de uma ruptura sistêmica, uma rebelião contra o sistema político brasileiro e toda a lógica de exploração e corrupção que ele retroalimenta, e não deve ser o caminho para o “retorno triunfal” da gerência petista no projeto de ataque aos nossos direitos e desmonte dos serviços públicos.

A estratégia de poder petista, pragmática e conservadora, fortaleceu os setores mais reacionários e retrógrados da direta brasileira, entrando em simbiose com estes para manter seus privilégios. Por isso o PT e demais partidos da ex-querda fazem malabarismos para esconder fatos históricos, lançando mão de uma curiosa e confusa narrativa dos acontecimentos, que aponta em vários e contraditórios sentidos, além de confundir democracia formal com democracia real.

Vivemos a falência da "Nova Republica”, e é necessário portanto construir um forte movimento extra parlamentar e radical na sociedade para reconstruir as bases da democracia e para evitar o risco de que as forças sistêmicas, representadas pelos polos que protagonizam a atual falsa polarização se reoxigenem e se fortaleçam para manter o controle do "partido da ordem".

Sendo assim: #ForaTemer

Gilson Amaro é militante do Coletivo Primeiro de Maio e colaborador do Jornal Santista