sábado, 13 de maio de 2017

Não confunda luta contra a "reforma" trabalhista com defesa do imposto sindical



por Gilson Amaro

Confundir pra dominar é uma técnica, assim o governo Temer lançou, dentre muitas cortinas de fumaça, a do imposto sindical, para confundir a opinião pública sobre a luta contra a destruição da CLT e retirada de direitos trabalhistas, como se este movimento fosse em defesa do dito imposto. Chegou ao absurdo de dizer que a greve geral tinha este motivo.

Todas entidades sindicais devem ser mantidas unicamente com a contribuição voluntária dos trabalhadores, ocorre que diversas organizações pelegas ( vocês conhecem bem os nomes destes grupos), vivem exclusivamente deste imposto​. O imposto permite a existência de direções sindicais inimigas dos trabalhadores e a manutenção sindicatos não reconhecidos por suas bases, que não as representa de fato. O imposto é um dos elementos da crise do sindicalismo no Brasil.

Ele foi criado em 1939 e teve o objetivo de atrelar as entidades sindicais ao Estado. Entidades independentes e combativas rechaçam o Imposto Sindical e quando a cobrança ocorre, devolvem os valores aos sindicalizados, pois por princípio defendem autonomia e independência em relação ao Estado, bom exemplo desta prática é o Sintrajud.


Portanto não confunda as coisas. Lutar em defesa dos direitos trabalhistas, não significa, e em hipótese alguma, pode significar, defender o imposto sindical.


Gilson Amaro é colabrador do Jornal Santista