terça-feira, 8 de agosto de 2017

Votos, decisões e Melodias




Penso no que tenho e no que temer
Em um momento onde sinto que se perdeu a vergonha, a honestidade, a moral
Por um agrupamento de homens, que não são homens
São embrulhos de um tempo de consumo, de descaso, de mercadoria, do dinheiro
Imaginava que tinha perdido o senso das coisas
Que não sentiria mais as relações humanas e suas volupias  do bem
Determinado em pensar que desapareceu os conceitos do ser humano
Mas tudo isso na verdade não se perdeu, pois esses homens que aí estão não são representantes da humanidade, das coisas justas
Não possuem sentido, caráter, compreensão e valorização dos outros seres
E depois de  suas absolvições e enredos abomináveis a causa humana
E tendo a idéia que as sanidade se perderam
Recebo a notícia da verdadeira perda, aquela que faz sentido
Que me representa e que se fez representar  na minha formação de sensibilidade  e harmonia
E agora? Como posso ficar sossegado  se você e o seu violão não estão mais aqui
Seus cantos, seus poemas, suas letras, sua musicalidade
E agora Melodia, como fico sem o Negro Gato, o seu Estacio, sua Pérola Negra e tantas coisas que construiu
Que representa a nossa verdadeira necessidade de existência e de essência de ser humano
É agora sim vejo e me entristeço com a verdadeira perda
Não a dos boçais e pilantras do não humano
Mas naquilo que temos de mais precioso, de sensibilidade, de orientação e de percepção da vida
E agora Melodia? Como encontro a melodia?

Prof. Marcos Pasquantonio