terça-feira, 26 de setembro de 2017

Debate e lançamento de livro sobre a crise brasileira ocorrerá em Santos na próxima semana (04/10)



A próxima quarta feira, 04/10, será marcada por um evento de grande importância na cidade de Santos, com a palestra do professor Plínio de Arruda Sampaio Júnior, do Instituto de Economia da Unicamp, ele estará na Unifesp, lançando seu mais recente livro: Crônica de uma Crise Anunciada. O evento é aberto ao público e terá início às 19 horas, no Saguão principal da Unifesp-Silva Jardim.

Plínio, tem viajado ao longo de todo o país realizado palestras e debates para o lançamento da obra, em eventos que tem atraído um grande público na busca de entender o que realmente se passa na sociedade brasileira e quais os meios de superar a atual crise: política, econômica e social que vivemos.

O livro “Crônica de uma crise anunciada - Crítica à economia política de Lula e Dilma”, publicado pela SG-Amarante Editorial, foi escrito nos momentos de gestação e aprofundamento da crise política e procura responder os motivos que levaram à escolha de um modelo político e econômico que leva à submissão e a um processo econômico que condena o país ao que Plínio chama de "reversão neocolonial".

Plínio de Arruda Sampaio Júnior também faz uma análise sobre a atual conjuntura e o que mudou ou não na política econômica dos últimos governos, e qual a relação entre a crise que paralisa o Brasil e as contradições do ciclo de crescimento que impulsionou o chamado neodesenvolvimentismo.

A atividade é aberta e gratuita. Basta comparecer na Unifesp- Campus Rua Silva Jardim, n 136, na Vila Mathias, instantes antes das 19 horas.

O evento está sendo organizado por: Coletivo Feminista Rosa Lilás - Baixada Santista EnFrente - Baixada Santista e Quinze de Outubro- Baixada Santista

abaixo segue o link do evento no Facebook:


Plínio de Arruda Sampaio Jr. é professor livre-docente do Instituto de Economia da Universidade Estadual de Campinas (IE/Unicamp). Com pesquisas na área de história econômica do Brasil e teoria do desenvolvimento, dedica-se ao estudo do impacto da globalização capitalista sobre a economia brasileira. Membro do conselho editorial de diversas revistas acadêmicas, entre as quais, Novos Temas e Marxismo XXI, possui dezenas de artigos, publicados no Brasil e no exterior. É autor de Entre a nação e a barbárie: os dilemas do capitalismo dependente (Vozes, 1999); e organizador dos livros Capitalismo em crise: a natureza e dinâmica da crise econômica mundial (Sunderman, 2009); e Jornadas de Junho: a revolta popular em debate (ICP, 2014)

sexta-feira, 8 de setembro de 2017

Geddel é Temer e muito mais do que isso


por Gilson Amaro*

Geddel Vieira Lima (PMDB), braço-direito de Michel Temer, foi preso novamente na manhã desta sexta-feira 08/09, após 51 milhões de reais, em espécie, terem sido encontrados em apartamento com suas digitais. Ele estava em "prisão domiciliar".

Geddel mais que braço direito de Temer, é um tipo muito comum no "partido da ordem", prestando serviços para a manutenção do status quo, desde tempos que precedem a nova república. Também foi ministro da Integração Nacional de Lula, entre 2007 e 2010, baluarte da transposição do Rio São Francisco.

Após trabalhos prestados no governo Lula, ele foi vice-presidente de Pessoa Jurídica na Caixa entre 2011 e 2013, sim, no governo Dilma e em 2017, Geddel passou a integrar oficialmente o governo Temer como ministro da Secretaria do Governo.

Esta é a história recente, mas tem muita coisa passada, “anões” do orçamento, caso do Iphan, e muitos outros escândalos no currículo deste doutor em fisiologia e clientelismo.
Não podemos ter ilusões com o poder judiciário ou com as facções do partido da ordem -hoje em luta pelos postos de comando na gerência do sistema. A grande questão não é o que Geddel sabe, e sim, ele conhece muito sobre FHC, Lula, Dilma e Temer, mas o que realmente importa é que Geddel expressa a falência e a necessidade de superação da nova república.

Se mudança não for na essência da prática e programa político, novos Geddels surgirão, do mesmo modo que novas facções do "partido da ordem"( sejam da ex-querda ou da velha nova direita) irão prosperar.
Para nós a tarefa é mudar de fato, romper com tudo isso e muito mais.

*Gilson Amaro é colaborador do JS