terça-feira, 15 de maio de 2018

Marcha da Maconha será no dia 19 de Maio

Faltam poucos dias para a 4ª Marcha da Maconha em Santos, a manifestação pela descriminalização e legalização da erva, que vai acontecer no dia 19 de maio (sábado), com concentração às 14h30, na Praça da Independência, seguida de passeata em direção ao Emissário submarino, saindo às 16h20. Este ano, o tema da Marcha da Maconha da Baixada Santista é “Cannabis é medicinal. A guerra às drogas mata!”.



Nos últimos meses, ativistas que constroem a Marcha têm realizado oficinas artísticas para prepará-la. As oficinas têm o intuito de conscientizar e quebrar tabus sobre a maconha, também de produzir faixas e decorações para a manifestação, por meio de um formato descontraído, trazendo arte, cultura e coletividade. Elas foram realizadas no CES e, posteriormente, na Unifesp.

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A Raiz do problema


A proibição das drogas é responsável direta por um número cada vez mais difícil de contabilizar de mortes decorrentes dos conflitos entre traficantes e Polícia Militar, além de também ser responsável pelo desastre da superlotação do sistema carcerário. A guerra às drogas mata criminosos, policiais e inocentes todos os dias e sem produzir nenhuma mudança na estrutura do narcotráfico.

Em 2006, no Brasil, foi aprovada a nova Lei de Drogas. Na época, 401.236 pessoas estavam na cadeia e o Brasil era o 4º com maior número de encarceramentos no mundo. Passados 11 anos, o número de presos dobrou e hoje o Brasil é o 3º país que mais prende gente. Um em cada três responde por tráfico de drogas. Dos 726 mil detentos, 40% não foram julgados — ou seja, estão ilegalmente presos, sem nunca terem sido condenados.

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O número de prisões por tráfico saltou de 31 mil para 138 mil, o que corresponde a 25% das pessoas presas no país. A maioria é de jovens negros de periferia, que portavam menos de 5g de maconha, e sem antecedentes criminais. Para as mulheres, o cenário é ainda pior: 63% das presas estão encarceradas por tráfico de drogas.

Em termos históricos, a primeira lei proibindo maconha conhecida no Brasil é de 1830, e dá uma pista sobre as razões da proibição da maconha: ela era proibida aos escravos, era proibido o “pito de pongo” (“pito” de fumar e “pongo”, como a maconha era chamada na época). Depois, no início do século XX, a proibição está relacionada a uma estratégia de criminalização da cultura negra no Brasil (o samba, a capoeira, o candomblé e a umbanda também foram proibidos).

A imagem pode conter: planta e texto

Anote aí: Sábado, 19 de maio às 14h30 na Praça da Independência
Para mais informações acesse o evento e a página da Marcha:

quarta-feira, 9 de maio de 2018

Audiência Pública debaterá no dia 15 de maio, os impactos da Cava Tóxica Subaquática entre Santos e Cubatão


Evento será dia 15 de maio na Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo e terá participação de moradores da Baixada Santista, pescadores, indígenas, movimentos sociais e ambientalistas que lutam contra a cava tóxica

O deputado estadual Raul Marcelo (PSOL) promove no dia 15 de maio (terça-feira), a partir das 18:30h, uma audiência pública para debater os danos ambientais e sociais relacionados à Cava Subaquática, localizada entre Santos e Cubatão.

A Cava Subaquática, é o que pode ser facilmente chamado de lixão tóxico subaquático, conforme denunciam os movimentos que lutam contra este ataque ao meio ambiente e povo da região. A cava é um buraco do tamanho do estádio do Maracanã, que foi cavado no Canal de Piaçaguera (próximo à Vila dos Pescadores) e neste buraco está sendo depositado material mutagênico e tóxico retirado durante processo de dragagem. 

Movimento que luta contra a cava durante reunião com o deputado Raul Marcelo
A cava já está em operação, sendo portanto urgente que a sociedade se posicione, pois, o que esta ocorrendo na Baixada Santista pode significar a destruição do que restou dos manguezais que são os berçários da vida. Isso poderá levar a extinção e contaminação das fontes de pesca. Além de ser uma questão ambiental, também é um problema de saúde pública, pois trata-se do risco de contaminação da população de várias cidades da região.

O Jornal Santista produziu uma entrevista com especialista sobre a cava clique aqui e assista o vídeo para entender melhor os graves perigos que ela representa


Ativistas organizam coletivamente 
transporte para ida na audiência pública



Os movimentos ambientais da região e moradores da Vila dos Pescadores, estão se organizando para ir à São Paulo no dia 15 de maio, para participar da audiência e assim fortalecer a luta contra a cava tóxica. A mesa da audiência será composta pela liderança comunitária Marly V. da Silva, o técnico químico Márcio Antonio Mariano e pelo mestre em engenharia urbana Élio L. dos Santos, além do deputado estadual Raul Marcelo.

A atividade será realizada no auditório Teotônio Vilela  na Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo, situada à avenida Pedro Álvares Cabral, 201 – bairro Ibirapuera, São Paulo). Confirme presença no evento do Facebook.


Para garantir a participação da população,o movimento “A cava é cova” está organizando transporte para levar as pessoas que querem participar da audiência pública em São Paulo no dia 15 de maio. Quem tiver interesse entre em contato, via whatsapp no número 013 - 98126-6349.